A “Caminhada da Liberdade”, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), completou 90 quilômetros percorridos nesta quarta-feira (21/01), seu terceiro dia de jornada. O percurso total da manifestação, que partiu de Paracatu (MG) pela BR-040, é de 240 km, com previsão de chegada a Brasília no próximo domingo (25/01).

A marcha tem caráter político declarado, servindo como plataforma de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e de crítica às condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Durante o trajeto, o deputado Nikolas Ferreira gravou um vídeo no qual defende os réus da data, afirmando que “um golpe precisa ter outros demais elementos, não teve nenhuma arma”, e classificou a pena de Bolsonaro como maior “do que pessoas comandantes de crime organizado”.
A caminhada vem reunindo parlamentares e influenciadores alinhados à direita. Um dos participantes foi Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, que interrompeu temporariamente sua participação na quarta-feira para visitar o pai na Penitenciária da Papuda. Em declaração, Carlos lamentou a condição de Bolsonaro e de outros aliados presos, descrevendo a situação como “inacreditável” e “humanamente impossível de aceitar como normal”.
🗓️ Próximos Passos e Contexto Mais Amplo
A manifestação está programada para terminar com um ato de encerramento em Brasília no domingo (25/01). Paralelamente, políticos de direita convocaram atos semelhantes em outras cidades do país, indicando uma mobilização coordenada em torno dessa pauta.
Este evento se insere em um contexto de tensão política no Brasil, marcado pelos desdobramentos judiciais dos episódios de 8 de janeiro e pelas condenações de figuras-chave envolvidas. A “Caminhada da Liberdade” funciona, portanto, tanto como um ato de protesto simbólico quanto como um foco de aglutinação para setores específicos da base bolsonarista.
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