Em 9 de janeiro de 2026, a Rússia lançou um míssil balístico hipersônico chamado Oreshnik contra alvos na Ucrânia, aumentando a tensão no conflito que já dura quase quatro anos. A arma — uma das mais modernas no arsenal russo — é capaz de viajar em altíssimas velocidades, penetrar defesas antiaéreas convencionais e pode ser configurada para transportar ogivas convencionais ou nucleares, ainda que não haja indicação de uso nuclear neste ataque específico.

1. Características técnicas do Oreshnik — velocidade, alcance e design
O Oreshnik é um míssil balístico de alcance intermédio (IRBM) desenvolvido pela Rússia com base no projeto do RS-26 Rubezh, capaz de alcançar velocidades superiores a Mach 10 (mais de 13.000 km/h), dificultando sua detecção e interceptação por sistemas de defesa aérea convencionais. A arma foi projetada para cobrir distâncias entre 500 e 5.500 km, colocando alvos em grande parte da Europa e, potencialmente, pontos estratégicos ainda mais distantes dentro do alcance do sistema.
2. Capacidade de ogivas e múltiplos alvos simultâneos
O Oreshnik pode ser equipado com ogivas nucleares ou convencionais, embora no ataque citado as autoridades ucranianas e fontes internacionais indiquem a utilização de ogivas não nucleares. O míssil tem a capacidade de transportar múltiplas ogivas independentes (MIRVs), liberando submíssilias ao longo do trajeto que podem atingir diferentes alvos em uma mesma missão — um avanço em relação a mísseis hipersônicos anteriores.
3. Uso operacional e contexto do ataque recente
Embora o Oreshnik tenha sido visto pela primeira vez em combate em novembro de 2024 em um ataque a Dnipro (no centro da Ucrânia), o lançamento de janeiro de 2026 marcou mais um emprego em território ucraniano, desta vez atingindo áreas na região ocidental de Lviv, perto da fronteira com países europeus aliados à Ucrânia. A Rússia justifica a ação como retaliação a supostos ataques ucranianos contra o próprio território russo, acusações que Kiev e aliados ocidentais negam.
4. Implicações estratégicas e reação internacional
O uso de um míssil como o Oreshnik é visto como um sinal geopolítico forte, devido à sua capacidade de transportar ogivas nucleares e penetrar defesas aéreas modernas — mesmo que na prática tenha sido empregado com carga convencional neste episódio. A ação eleva preocupações sobre a escalada militar no Leste Europeu, reforça tensões com países da Otan e pode influenciar negociações internacionais no contexto da guerra. Analistas ocidentais também expressam ceticismo sobre a eficácia real de interceptação e destacam as repercussões diplomáticas de seu emprego em combate.
📌
O míssil hipersônico Oreshnik representa um avanço tecnológico significativo nas capacidades de armamento da Rússia, combinando velocidade extrema, potencial de múltiplas ogivas e baixa interceptabilidade. Seu uso recente em um ataque contra a Ucrânia acentua o papel dessas armas no atual conflito, reforçando o debate global sobre segurança estratégica, equilíbrio de poder e os riscos de escalada militar. A evolução e a produção em série desse tipo de sistema permanecem observadas com atenção por governos e especialistas em defesa ao redor do mundo.
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