O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou nesta quarta-feira (7 de janeiro de 2026) que o governo americano possui um plano estratégico em três fases para lidar com a situação na Venezuela após a recente captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos EUA. A proposta busca estabilizar o país, reestruturar sua economia e orientar uma transição política, gerando debates diplomáticos e políticos em nível global.

1. Fase 1 — Estabilização: evitar o caos econômico e social
A primeira etapa do plano se concentra em estabilizar a Venezuela, impedindo que o país entre em uma espiral de desordem após a mudança abrupta no comando político. Rubio explicou que a estabilização inclui medidas como a “quarentena” econômica (bloqueio de ativos e sanções) e o uso de recursos petrolíferos sancionados — entre 30 e 50 milhões de barris — vendidos no mercado a preços de mercado, não com os descontos praticados anteriormente, com o objetivo de gerar receita que possa ser aplicada em benefício da população e não do regime anterior.
2. Fase 2 — Recuperação econômica e social
A segunda fase é a de recuperação, em que se pretende reintegrar a Venezuela à economia global. Rubio declarou que essa etapa envolve acesso justo de empresas americanas, ocidentais e de outros países ao mercado venezuelano, facilitando investimentos e atividades comerciais. Paralelamente, será promovido um processo de reconciliação nacional, com medidas como anistia ou libertação de líderes da oposição, permitindo que figuras políticas retornem ao país para participar da reconstrução da sociedade civil.
3. Fase 3 — Transição política para um novo modelo de governança
A terceira fase do plano consiste na transição política da Venezuela. Rubio indicou que essa etapa ainda está em desenvolvimento e seus detalhes serão divulgados nos próximos dias, mas seu foco é criar as condições para uma mudança sustentável no governo e nas instituições venezuelanas, com o objetivo declarado de promover um processo político estável e legítimo. As fases podem se sobrepor conforme avançam.
4. Repercussões e debates internacionais
O plano gerou reações variadas globalmente. A estratégia americana, fortemente vinculada ao controle de recursos petrolíferos e à recuperação econômica, foi criticada por algumas vozes políticas que veem riscos de violação de soberania e exploração econômica, enquanto outros apoiadores defendem que a intervenção visa evitar o colapso regional e restaurar estabilidade. A proposta está sendo debatida no Congresso dos EUA, com membros de diferentes espectros políticos questionando legalidade e impacto das ações.
O plano em três fases anunciado por Marco Rubio representa uma abordagem abrangente dos Estados Unidos para a Venezuela após a captura de Maduro, combinando medidas de estabilização econômica, recuperação social e política, e transição governamental. Essa estratégia reflete a intenção americana de influenciar diretamente o futuro do país latino-americano, gerando apoio em alguns setores e ceticismo ou críticas em outros — especialmente no que se refere às questões de soberania, legalidade internacional e administração de recursos estratégicos como o petróleo.
👉 O acompanhamento das repercussões políticas, legais e diplomáticas continuará a moldar o diálogo internacional nas próximas semanas.
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