A aprovação do “PL da Dosimetria” na Câmara dos Deputados, que prevê a redução das penas para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ganhou destaque na imprensa internacional. Jornais como Le Monde (França), El País (Espanha) e Washington Post (EUA) chamaram atenção para o impacto direto do projeto no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos de prisão. A cobertura global destacou também a confusão no plenário durante a votação, com a remoção forçada de um deputado.

O Enquadramento Internacional
- Le Monde: Relatou a confusão na Câmara, destacando que o deputado Glauber Braga (PSOL) foi retirado à força pela polícia após ocupar a cadeira da Presidência da Casa. O jornal francês enfatizou que o projeto pode reduzir a pena de Bolsonaro.
- El País: Avaliou que a medida do Congresso visa “neutralizar a pressão da família Bolsonaro” pela aprovação de uma anistia total, sugerindo uma estratégia política para conter demandas mais radicais.
- Washington Post: Informou que o projeto precisa da sanção do presidente Lula, mas ponderou que o petista deve vetá-lo. Destacou que a votação (291 a 148) beneficia “todos os condenados” ligados ao 8 de janeiro.
Contexto Temporal e Jurídico
A DW (Alemanha) ressaltou que a votação ocorreu “poucas semanas após Bolsonaro começar a cumprir a sentença de 27 anos de prisão”, mas lembrou que a medida ainda precisa passar pelo Senado. O portal alemão descreveu o contexto: “A decisão surge menos de um mês depois de Bolsonaro ter começado a cumprir sua pena por tentar, sem sucesso, iniciar uma revolta contra seu sucessor”.
A repercussão internacional do PL da Dosimetria expõe como a política brasileira permanece sob os holofotes globais, especialmente quando envolve figuras como Bolsonaro e eventos que desafiaram a democracia. Enquanto a imprensa estrangeira enfatiza o aspecto simbólico da redução de penas para os condenados do 8 de janeiro, o desfecho ainda depende do Senado e de uma possível sanção ou veto de Lula.
Como resume a cobertura, o projeto é visto tanto como um gesto conciliatório quanto como uma manobra política para esvaziar demandas por anistia. O episódio reforça a imagem de um Brasil dividido entre justiça e pragmatismo, com reverberações que ultrapassam suas fronteiras.
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