O candidato presidencial Donald Trump questionou publicamente a veracidade da invasão do espaço aéreo da Polônia por um caça russo Su-35, classificando o episódio como “mais uma farsa para justificar gastos militares” da OTAN. As declarações, feitas durante comício no estado de Ohio, ocorrem em meio a tensões geopolíticas crescentes e revelam a estratégia de campanha de minimizar ameaças russas enquanto ataca a aliança militar ocidental.

O Incidente e a Reação Internacional
- Em 14/09, um caça russo Su-35 violou o espaço aéreo polonês por 4 minutos, penetrando 15 km além da fronteira com a Bielorrússia.
- A OTAN ativou protocolos de emergência e a Polônia elevou o estado de alerta em suas bases aéreas.
- O governo russo alegou “erro de navegação devido a falha técnica”, mas a inteligência polonesa divulgou gravações indicando manobra intencional.
As Declarações de Trump
Em discurso para 5 mil apoiadores, Trump afirmou:
“Dizem que um avião russo entrou na Polônia. Mas onde estão as provas? É sempre a mesma história: criam um fantasma para que países gastem bilhões com armas que não precisam”.
O candidato repetiu críticas à OTAN:
“Alianças obsoletas só servem para enriquecer fabricantes de armas. Precisamos é de paz, não de histeria”.
Contexto Estratégico
- Campaiana Eleitoral: Trump mantém retórica isolacionista, prometendo cortar fundos para a Ucrânia e revisar participação dos EUA na OTAN.
- Cenário Militar: É a 3ª violação aérea russa em fronteiras da OTAN em 2025, após incidentes na Romênia (março) e Letônia (julho).
- Reações:
- Casa Branca: “Reiteramos nosso compromisso inabalável com o Artigo 5°”
- Polônia: Chanceler Radek Sikorski classificou as palavras de Trump como “perigosamente ingênuas”
Impacto nas Relações EUA-OTAN
Analistas apontam riscos:
- Se eleito, Trump pode suspender exercícios militares conjuntos no Leste Europeu
- Pressão para que membros da OTAN atinjam meta de 3% do PIB em defesa (atualmente apenas 11 dos 32 países cumprem)
- Possível aproximação bilateral EUA-Rússia, contornando a aliança
O questionamento de Trump sobre o incidente aéreo reflete uma estratégia calculada: descreditar instituições multilaterais enquanto fortalece sua imagem de “candidato da paz”. Enquanto aliados europeus alertam para riscos de subestimar a expansão russa, o republicano capitaliza o cansaço de eleitores americanos com gastos militares no exterior.
O episódio revela a profunda transformação na política externa dos EUA: de garantista da ordem liberal internacional a questionador ativo de suas bases. Como resumiu um diplomata europeu em Washington: “Estamos assistindo à eutanásia controlada da arquitetura de segurança do pós-Guerra Fria”. O destino dessa arquitetura pode depender do resultado das urnas em novembro de 2026.
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