Nesta quarta-feira (23/7), a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil usou suas redes sociais para divulgar um programa de autodeportação voluntária direcionado a imigrantes em situação irregular nos EUA. A mensagem, ilustrada por uma cena icônica do filme E.T. – O Extraterrestre, dizia:
“Se você está nos EUA ilegalmente, faça como o E.T.: é hora de ligar para casa.”

? Como funciona o programa
- A publicação recomenda o uso do aplicativo CBP Home, criado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, para facilitar o retorno voluntário com assistência estruturada.
- Migrantes elegíveis recebem:
- Passagem aérea gratuita
- Anistia de eventuais multas
- Ajuda de custo de US$?1?000 (equivalente a cerca de R$?5?500) para cobrir despesas no processo de retorno.
? Ambiente político e repercussão
- A iniciativa faz parte de uma estratégia migratória mais ampla do governo Trump, que registrou recorde de 209 voos de deportação em junho, o maior número mensal desde 2000, segundo relatório do grupo Witness at the Border via El País.
- Após a postagem, surgiram críticas e reações irônicas nas redes sociais, com muitos questionando a legitimidade do apelo vindo de um canal diplomático.
? Por que isso importa
- A ação evidencia a visão restritiva da política migratória americana sob Trump, focada em desencorajar permanência irregular por meio de incentivos financeiros ou retorno assistido.
- Para o público-alvo — incluindo centenas de brasileiros —, surge a opção de retorno com respaldo oficial e sem sanções legais, com a promessa de facilitar futuros processos migratórios legais.
- A mensagem da margem diplomática também tem impacto simbólico no Brasil, ao ressaltar duras políticas externas de imigração e recordes de expulsões, levando a reflexões sobre rotas migratórias latino-americanas.
A Embaixada dos EUA no Brasil lançou uma campanha humorada, mas eficaz, convidando imigrantes irregulares a retornarem voluntariamente aos seus países — com auxílio logístico, financeiro e legal. A iniciativa faz parte de uma estratégia migratória mais rígida sob Trump, refletida em recordes de deportação e tonificada por um ambiente político polarizado.
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