Fux é o único a não votar no 1º dia sobre tornozeleira em Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na última sexta-feira (18) o julgamento que decidirá pela confirmação das medidas cautelares impostas ao ex?presidente Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Até o momento, quatro dos cinco ministros já registraram seus votos: Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia — todos a favor da manutenção das restrições. Faltando apenas o voto de Luiz Fux, que tem até segunda-feira (21) para se manifestar.


? Contexto e medidas em análise

  • As cautelares fazem parte de uma investigação aberta em 11 de julho, sob suspeita de que Bolsonaro articulou com autoridades dos EUA — por meio do filho deputado Eduardo Bolsonaro — para impor sanções e coagir o Judiciário brasileiro.
  • A PF representou pela tornozeleira eletrônica, restrição de acesso a redes sociais, telefonemas e movimentação em Brasília, além de vigília noturna — alegando “risco de fuga e interferência nos processos”.

? O papel de Fux

Até o momento, Luiz Fux é o único a não ter votado nesta fase inicial. Seu posicionamento pode ser decisivo para selar a maioria da Primeira Turma. O julgamento segue em ambiente virtual até segunda-feira (21), às 23h59, conforme cronograma do STF.


? O que dizem os ministros já votantes

  • Alexandre de Moraes (relator): fundamentou a decisão na necessidade de garantir o prosseguimento eficaz do processo penal e resguardar a soberania nacional, diante da tentativa de envolver os EUA com sanções .
  • Flávio Dino enfatizou o “periculum in mora” — o risco concreto de fuga e de continuidade de ações coativas contra o STF — e qualificou como “sequestro da economia nacional” a tentativa de pressionar o Judiciário por meio de sanções .
  • Cármen Lúcia reforçou que as restrições são proporcionais e necessárias ao garantir a investigação, considerando as evidências reunidas sobre interferência externa coordenada .

? Por que Fux importa

O voto de Luiz Fux é crucial porque confirma a formação de maioria na turma. Sua eventual discordância representaria divisão decisiva, podendo atrasar a eficácia imediata das medidas. Caso acompanhe os colegas, haverá unanimidade na turma, consolidando as restrições contra Bolsonaro antes que o plenário do STF avalie recursos ou revisões.


? Próximos passos

  1. Até segunda-feira (21): prazo final para Fux registrar seu voto no ambiente virtual.
  2. Possível referendo da decisão em plenário amplo do STF, conforme eventual recurso da defesa de Bolsonaro.
  3. Execução imediata das medidas cautelares — incluindo a tornozeleira — caso a maioria seja mantida ao final da votação.

A Primeira Turma do STF já formou maioria (4×1) para manter a tornozeleira eletrônica e outras restrições a Jair Bolsonaro, em investigação que aponta conluio com os EUA para coagir o Judiciário. Luiz Fux, o único que ainda não votou, poderá consolidar a decisão no próximo dia 21.

About Danillo Luiz

Fotógrafo, Cineasta e Repórter.

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