O Senado Federal autorizou, nesta terça-feira (15 de julho de 2025), o envio de uma comitiva composta por quatro senadores a Washington DC, entre 29 e 31 de julho, com o objetivo de negociar diretamente com o Congresso americano a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas pelo presidente Donald Trump.

? Objetivos da missão
- Construir um canal de diálogo parlamentar para reverter ou suavizar a medida — que entra em vigor em 1º de agosto — em setores impactados como agropecuária, indústria e comércio exterior.
- Proporcionar previsibilidade para empresários brasileiros, conforme destacou o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
? Quem integra e qual o prazo
- A comissão é formada por quatro senadores escolhidos pela CRE; nomes definitivos ainda serão definidos pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- A medida tem validade de 60 dias, abrangendo os dias de viagem e possíveis desdobramentos.
? Contexto da crise tarifária
- A taxação de 50% foi anunciada por Trump como retaliação ao que chamou de protecionismo brasileiro e críticas ao Supremo Tribunal Federal — incluindo ações contra redes sociais e o ex-presidente Bolsonaro.
- Aprovada também no campo econômico, a medida intensificou tensões entre Brasil e EUA, levando senadores e setores empresariais chamados de empresários americanos — pela CBN — a pedirem negociação para evitar impactos negativos na cadeia de suprimentos e nos consumidores dos EUA.
? Estratégia parlamentar e diplomática
- A iniciativa representa uma resposta institucional do Parlamento, buscando evitar isolamento diplomático — conforme destacou Nelsinho Trad.
- Durante audiência nesta terça, membros da CRE debateram o tema com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, além de representantes do setor produtivo brasileiro.
?? Impactos potenciais
- Quatro setores — agronegócio, automotivo, metalurgia e aeroespacial — estariam em risco, com projeções de perda de empregos e interrupção de cadeias produtivas.
- Embora exista a Lei da Reciprocidade, que autoriza retaliação legal, o Senado trabalha com foco no diálogo antes de recorrer a tolhas comerciais.
? Próximos passos
- Comitiva ao Congresso americano entre 29 e 31 de julho para reuniões com parlamentares dos EUA.
- Debates internos durante 60 dias — prazo da comissão — avaliando retorno diplomático e medidas alternativas.
- Debate político sobre aplicação da Lei de Reciprocidade e eventuais retaliações em caso de manutenção das tarifas.
O Senado mobiliza uma missão ao Congresso dos EUA como primeira resposta institucional ao “tarifaco” de Trump. O foco está na negociação direta, buscando reverter o impacto das tarifas de 50% que ameaçam diversos setores e pressionam os produtores brasileiros. A estratégia prioriza o entendimento diplomático antes de medidas legais ou retaliações econômicas — enquanto o tempo para reverter a crise comercial diminui.
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