Na madrugada da última quinta-feira (4/7), a Ucrânia enfrentou um dos piores ataques aéreos desde o início do conflito: o presidente Volodymyr Zelensky descreveu a ofensiva como “uma noite brutal e insone”. Segundo ele, a capital foi o principal alvo e os sistemas de defesa derrubaram 270 ameaças aéreas — entre mísseis e drones — antes que causassem danos maiores.

O ataque envolveu centenas de drones Shahed e mísseis balísticos, lançados durante cerca de sete horas. Ao menos 23 pessoas ficaram feridas em Kyiv, com danos em edificações residenciais e infraestrutura crítica, incluindo conselhos estrangeiros, trens e escolas.
Zelensky reagiu exigindo que a comunidade internacional intensifique a assistência — especialmente com sistemas avançados de defesa aérea — e aplique sanções reforçadas contra Moscou. Ele alertou que, sem pressão substancial, a Rússia continuará sua campanha violenta.
O presidente também mencionou um possível vínculo com a recente conversação entre Vladimir Putin e o ex-presidente Donald Trump, indicando que a ofensiva teria surgido logo após esse contato . Trump afirmou que não percebeu qualquer sinal de cessar-fogo na fala de Putin.
Contexto e repercussão
- É considerado o maior ataque noturno a Kyiv desde o início da guerra, com mobilização maciça de drones e mísseis.
- A ofensiva atinge não só Kyiv, mas também outras regiões como Dnipro, Sumy, Kharkiv e Chernihiv.
- Autoridades ucranianas têm respondido com ataques de retaliação — incluindo drones — contra alvos na Rússia .
Essa escalada demonstra que a Rússia continua usando ofensivas aéreas intensas para pressionar Kiev, especialmente em reação a movimentações diplomáticas e variações no apoio ocidental. Zelensky busca agora reforçar a narrativa de que sem defesa eficaz e sanções fortes, civis ucranianos continuarão sendo alvos constantes.
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