Detalhes da mudança partidária
Nesta terça-feira (19 de agosto), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, compareceu ao Senado Federal para formalizar sua filiação ao Partido Progressista (PP). Após deixar o PSDB, ele assumirá a vice-presidência da Executiva Nacional da legenda, ao lado da senadora Tereza Cristina, líder do partido no estado.

A oficialização ocorrerá durante a convenção do PP no Auditório Petrônio Portela, em Brasília, que também marcará a formalização da federação com o partido União Brasil.
Motivações e articulação
Riedel vinha articulando sua saída do PSDB há quase um ano, em meio à perda de espaço político da sigla nas eleições de 2022. Entre os partidos sondados — PP, PSD e PL — o PP se destacou por sua força regional, com sólida base aliada em Mato Grosso do Sul.
A senadora Tereza Cristina desempenhou papel central na negociação, garantindo apoio político estratégico.
Impactos partidários no estado
Com a saída de Riedel, o PSDB perde seu último governador — um marco em sua trajetória histórica como força política estadual. Antes dele, outros tucanos de peso, como Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), também migraram para outras siglas.
Mesmo diante dessas perdas, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, assegurou que a estrutura do partido em Mato Grosso do Sul continuará sendo liderada pelos deputados federais Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende e Beto Pereira, visando fortalecer a liderança local para as eleições de 2026.
Consequências políticas e projeções
A filiação de Riedel ao PP consolida a sigla como protagonista na governança estadual, já que ela passa a controlar o governo de MS e mantém sólida rede de prefeitos e parlamentares.
Além disso, a mudança representa um revés para o PSD e uma ampliação da influência do PP em âmbito nacional — consolidando alianças políticas importantes para a reeleição do governador em 2026
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