O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação formal sobre práticas comerciais brasileiras — entre elas a Rua?25?de?Março, em São Paulo — após o presidente Donald Trump anunciar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, a vigorar em 1º de agosto.

? Foco da investigação
- O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), liderado por Jamieson Greer, vai verificar seis áreas: comércio digital, etanol, propriedade intelectual, corrupção, desmatamento — e notoriamente, a pirataria na Rua?25?de?Março.
- A investigação aponta que o centro comercial paulista é há décadas um dos maiores polos de venda de produtos falsificados, com fiscalização irregular e penalidades simbólicas frente à alta circulação de artigos piratas.
?? Por que a Rua 25 de Março chamou atenção
- O relatório diz que não basta fiscalização pontual: sem punição efetiva e recorrente, o comércio ilícito persiste, prejudicando empresas dos EUA, que perdem mercado e receita .
- O governo americano vê a pirataria urbana como parte de um conjunto de práticas que criam um ambiente injusto e desequilibrado para seus negócios — assim como ocorreria com o PIX, etanol e barreiras cambiais.
? Consequência do “tarifaco”
- Trump argumenta que as tarifas são resposta às medidas brasileiras (especialmente decisões judiciais contra redes sociais, e o processo contra Bolsonaro) e ao suposto favorecimento de produtos nacionais e de outros parceiros em detrimento dos EUA.
- Ameaçou aplicar adicional de 50% sobre todas as exportações brasileiras, e lançou agora esse exame para legitimar a ação via a Lei de Comércio de 1974 (Seção?301).
? O que vem por aí
- A investigação do USTR pode resultar em retaliações oficiais: desde ampliar tarifas até impor restrições a transações comerciais ou tecnológicas.
- Em Brasília, o governo Lula busca diálogo e aposta na Lei de Reciprocidade para formular contramedidas. O vice-presidente Alckmin sinalizou que ainda não houve uma resposta formal dos EUA a propostas brasileiras anteriores.
- Em Washington, o USTR tem até 80 dias para concluir a apuração e pode definir novas barreiras caso considere que as práticas brasileiras realmente prejudicam negócios estadunidenses.
?? Impactos esperados
- Comércio: setores como tecnologia, vestuário, ferragens e eletroeletrônicos podem ser afetados — quem importava produtos baratos do Brasil verá preços subirem.
- Fiscalização interna: o alvo surpresa incentiva o Brasil a reforçar ações anticounterfeiting e proteger propriedade intelectual — seja por pressão externa ou para suavizar a crise.
- Diplomacia e economia: o Brasil passa a negociar não só tarifas, mas abrir discussões sobre propriedade intelectual, regulação tecnológica e comércio digital — temas centrais na relação entre os dois países.
?
- Motivo: EUA acreditam que comércio pirata da 25 de Março prejudica empresas americanas, parte de um conjunto de práticas consideradas injustas.
- Consequência: o local virou símbolo de pressão comercial, e agora faz parte da investigação que pode abrir caminho a sanções.
- Resposta brasileira: prioriza diplomacia e retaliação eventual baseada em reciprocidade comercial. O cenário está em aberto e pode escalar nos próximos meses.
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