Em reação à operação da Polícia Federal autorizada pelo STF que impôs medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, líderes do PL mobilizaram parlamentares para uma reunião desta segunda-feira (21) em Brasília — mesmo durante o recesso oficial do Congresso.

? Motivos da reunião
- O encontro, agendado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) e pelo senador Carlos Portinho (RJ), tem como objetivo traçar estratégias de resposta à fase mais recente da investigação que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e restrições à comunicação de Bolsonaro.
- Uma mensagem enviada aos parlamentares do partido convocou também a participação de deputados e senadores na terça-feira e orientou que providenciassem passagem ainda no domingo (20), a fim de garantirem presença física.
?? O que está em pauta
- As restrições incluem o uso da tornozeleira, quarentena domiciliar, proibição de contato com diplomatas e redes sociais — medidas implantadas para coibir riscos de fuga e interferência no andamento da investigação.
- Parlamentares do PL consideram que ocorreu uma “politização do Judiciário” e pretendem debater, inclusive, o fim do recesso para permitir ações institucionais imediatas em defesa do ex-presidente.
? Tensões políticas
- O recesso deveria se estender até a primeira semana de agosto, conforme determinação da Presidência da Câmara, mas o PL ignora esse calendário para resistir às decisões do STF.
- O movimento visa pressionar o Legislativo a emitir moções de apoio a Bolsonaro e contra o que taxam de “abusos judiciais” — incluindo convocação emergencial de comissões como Relações Exteriores e Segurança Pública.
?? Próximos passos
- Segunda (21): reunião presencial às 14h na Câmara, com parlamentares mobilizados desde o domingo.
- Terça (22): possivelmente comissões despejando moções de louvor ou repúdio às ações da PF e do STF.
- O PL avalia até requerer oficialmente o fim do recesso para permitir votações institucionais e moções formais de defesa de Bolsonaro.
? Em síntese
O PL está acionando sua bancada para reagir com urgência às decisões que impactam diretamente Jair Bolsonaro, rompendo o recesso parlamentar. A legenda foca em articular apoio institucional e tentar barrar restrições impostas contra o ex-presidente — mesmo que isso provoque atrito com o calendário oficial do Congresso.
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