No último domingo (1º de junho de 2025), durante o 16º Congresso Nacional do PSB em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a possibilidade de o governo dos Estados Unidos aplicar sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Lula afirmou que os EUA pretendem processar Moraes por sua atuação contra um brasileiro que estaria nos Estados Unidos “fazendo coisa contra o Brasil o dia inteiro”. Sem mencionar nomes, a declaração pode se referir ao jornalista Allan dos Santos ou ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Lula questionou a legitimidade das críticas americanas à Justiça brasileira, destacando que nunca criticou o sistema judiciário dos EUA, apesar de suas “barbaridades”, incluindo guerras e mortes. Ele enfatizou a necessidade de preservar as instituições que defendem a democracia no Brasil.
A declaração de Lula ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e EUA. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que os EUA imporão restrições de visto a líderes e autoridades estrangeiras acusados de serem “cúmplices de censura a norte-americanos”. Embora o nome de Moraes não tenha sido citado explicitamente, Rubio mencionou anteriormente a possibilidade de aplicar sanções ao ministro com base na Lei Magnitsky.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, está em diálogo com os EUA para evitar uma crise diplomática. O Ministério das Relações Exteriores estabeleceu comunicação direta com o STF para manter os ministros informados sobre a situação. Enquanto isso, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde março, tem articulado junto ao Congresso americano a imposição de sanções contra Moraes, alegando abusos cometidos pelo ministro.
A situação destaca a complexidade das relações internacionais e a importância do diálogo diplomático na resolução de conflitos entre nações.
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