O jornal chinês Global Times trouxe repercussão internacional à articulação promovida pelo presidente Lula com China e Índia em resposta às pesadas tarifas anunciadas pelos EUA. A cobertura reforça o posicionamento do Brasil em buscar alternativas diplomáticas multilaterais, em vez de contato direto com Washington.

Destaques da estratégia internacional
- Na entrevista à Reuters repercutida pela publicação chinesa, Lula afirmou que não se humilhará para negociar com Trump, e que sua “intuição”, por ora, indica que o presidente norte-americano não está disposto a dialogar.
- Em resposta, Lula planeja contatar os líderes da China e Índia — e possivelmente de outros países membros dos BRICS — para alinhar uma resposta conjunta às tarifas americanas, que chegam a 50% sobre produtos brasileiros.
Contexto diplomático e econômico
- A cobertura sinaliza o papel estratégico do Brasil como presidente rotativo dos BRICS, um bloco com crescente protagonismo no G20 e no cenário global.
- Integrante ativa das políticas de aproximação com a China, Lula já havia intensificado laços bilaterais em visitas anteriores — incluindo assinatura de acordos econômicos, tecnológicos e industriais.
Por que importa
- Essa mobilização sinaliza o reposicionamento geopolítico do Brasil, reforçando o multilateralismo frente ao unilateralismo das relações com os EUA.
- A ação também reforça a relevância dos BRICS como alternativa estratégica, envolvendo grandes economias emergentes como Índia e China.
- A iniciativa de Lula pode representar um ponto de inflexão no modo como o Brasil dialoga com potências globais em momentos de tensão econômica.
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