Nesta segunda-feira (11/8), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que um encontro marcado para quarta-feira (13/8) com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelado após ação de forças identificadas como de extrema-direita em Washington. A reunião aconteceria por videoconferência para tratar das recentes tarifas de 50% impostas aos produtos brasileiros pelos EUA.

Oficialmente, o cancelamento foi atribuído a “falta de agenda”, por meio de aviso recebido por e-mail. No entanto, Haddad relaciona diretamente o episódio a declarações públicas do deputado Eduardo Bolsonaro, que teria manifestado intenção de atrapalhar tais contatos diplomáticos. Para Haddad, “não há como não ligar o cancelamento com a entrevista do Eduardo Bolsonaro. Não há coincidência”.
Após o anúncio do tarifaço, outros países impactados, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, conseguiram iniciar conversas formais com representantes dos EUA. O Brasil, por sua vez, enfrentou resistência, o que, segundo Haddad, reflete uma mudança estrutural nas relações comerciais dos EUA — especialmente quando “pseudo-brasileiros em Washington” atuam em desfavor dos interesses nacionais
Essa situação coloca em evidência a fragilidade das negociações bilaterais em meio a tensões políticas internas e repercussão diplomática. Caso deseje, posso acompanhar se a reunião será remarcada ou se novas reações oficiais surgirem.
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