Os Estados Unidos seguirão ampliando as medidas de restrição contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, confirmou um assessor sênior do senador Marco Rubio (Republicano-Flórida), um dos principais aliados de Donald Trump no Congresso norte-americano. Em entrevista ao portal Poder360, o assessor afirmou que a estratégia de pressão internacional sobre o Brasil “só está começando” e inclui novas sanções individuais e possíveis retaliações econômicas.

Expansão das Sanções
De acordo com a fonte, as próximas etapas podem incluir:
- Inclusão de Novos Nomes: Além de Moraes, outros magistrados e procuradores brasileiros envolvidos em processos contra Trump ou aliados de Jair Bolsonaro são alvos em avaliação.
- Restrições Financeiras Ampliadas: Estudo para limitar operações em dólar de bancos brasileiros que executem bloqueios determinados pelo STF contra cidadãos americanos.
- Suspensão de Vistos Diplomáticos: Funcionários do Itamaraty e membros do Judiciário brasileiro podem ter cancelados seus vistos de entrada nos EUA.
Justificativa Americana
O assessor de Rubio afirmou que as ações se baseiam no que classificou como “perseguição política judicializada” no Brasil:
- Citou especificamente os processos contra o ex-presidente Bolsonaro e o bloqueio de redes sociais de apoiadores trumpistas.
- Afirmou que o governo Biden (através de Antony Blinken) deu “aval tácito” à estratégia, ainda que evite declarações públicas para não fragilizar relações bilaterais.
Reações do Lado Brasileiro
- Itamaraty: Preparou nota de protesto, mas aguarda oficialização das novas medidas.
- STF: Alexandre de Moraes deve encaminhar ao ministro Flávio Dino pedido de extensão da decisão que proíbe empresas de cumprirem sanções estrangeiras não homologadas no Brasil.
- Centrão: Líderes partidários pressionam Lula por uma “solução negociada” para evitar danos à economia.
Contexto Amplo
A escalada ocorre em meio a:
- Julgamento da tentativa de golpe de 2022 no STF, que pode condenar Bolsonaro.
- Guerra comercial bilateral com tarifas de Trump sobre aço e etanol brasileiro.
- Eleições americanas de 2026, onde Rubio é pré-candidato presidencial.
A persistência das sanções contra Moraes sinaliza uma guinada na política externa dos EUA em relação ao Brasil, agora tratado como “ator problemático” e não mais como aliado estratégico. Enquanto o governo Lula tenta equilibrar retórica de soberania e pragmatismo econômico, o Congresso americano parece disposto a elevar a aposta – ainda que à custa de relações historicamente estáveis.
Como alertou um diplomata brasileiro em Washington: “Estamos entrando em território inexplorado, onde direito internacional e poder real se chocam sem freios”. O risco de um rompimento bilateral real, impensável há uma década, agora paira sobre Brasília e Washington.
MINHA CAPITAL Notícias, dicas e muito mais – Brasília!