O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu nesta segunda-feira (9.fev.2026) uma nova denúncia de assédio sexual contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi. Esta é a segunda mulher a formalizar uma acusação contra o magistrado em pouco mais de uma semana.

Segundo o CNJ, a vítima narrou “fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso“, o que motivou a abertura de uma nova reclamação disciplinar contra Buzzi. Assim como o primeiro caso, os detalhes estão sob sigilo para proteger a intimidade das envolvidas.
A defesa do ministro divulgou nota reiterando que ele “não cometeu qualquer ato impróprio” e reclamou do vazamento de informações, argumentando que a oitiva sem a presença da defesa violaria regras internas do CNJ.
🔍 Múltiplas Frentes Investigativas
O caso desdobra-se em diferentes instâncias, conforme resumido na tabela abaixo:
| Instância / Órgão | Papel na Investigação | Status Atual |
|---|---|---|
| CNJ (Conselho Nacional de Justiça) | Investigação disciplinar administrativa. Pode resultar em sanções como a aposentadoria compulsória do ministro. | Duas reclamações disciplinares abertas (uma por cada denúncia). |
| STJ (Superior Tribunal de Justiça) | Sindicância interna para apurar os fatos relatados pela primeira vítima. | Em andamento. O novo caso provavelmente será incorporado à mesma apuração. |
| STF (Supremo Tribunal Federal) | Investigação criminal. O boletim de ocorrência da primeira vítima foi enviado ao STF, foro competente para julgar ministros. | Sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. |
⚖️ Contexto do Caso e Situação do Ministro
A primeira denúncia, que veio à tona na semana passada, envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Ela acusa Buzzi de tê-la agarrado à força no mar durante as férias da família na casa dele em Balneário Camboriú (SC). A família deixou o local imediatamente após o episódio e registrou um boletim de ocorrência.
Marco Buzzi apresentou um atestado médico de dez dias ao presidente do STJ, Herman Benjamin, um dia após a abertura da sindicância interna. Nos bastidores do tribunal, avalia-se como provável o seu afastamento das atividades enquanto as investigações estiverem em curso.
Este novo capítulo amplia a crise envolvendo o ministro e coloca sob pressão os mecanismos de controle e responsabilização no alto escalão do Judiciário. O desfecho, que pode levar meses, dependerá das conclusões das investigações paralelas no CNJ, no STJ e no STF.
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