Nesta sexta-feira (1º de agosto de 2025), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo brasileiro não pretende retaliar os Estados Unidos em resposta ao aumento tarifário de até 50% sobre produtos do Brasil anunciado por Donald Trump.
Haddad destacou que o foco da estratégia nacional está na proteção da economia, da indústria e do agronegócio brasileiros, e não em retaliações, cuja utilização não faz parte do vocabulário da equipe econômica ou do presidente Lula.

? Rumo estratégico e diplomático
— O ministro classificou a iniciativa dos EUA como “injustificável” e baseada em informações equivocadas sobre o Brasil, e ressaltou que as autoridades americanas estão sendo contatadas com frequência, inclusive o secretário do Tesouro, Scott Bessent, para buscar entendimento e abertura de portas ao diálogo.
— Apesar de o país dispor da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em abril, Haddad declarou que por ora não há intenção de acioná-la e que medidas retaliativas não foram planejadas — a ênfase está na defesa dos interesses nacionais por meios legais e institucionais.
?? Plano de contingência para setores afetados
- O governo trabalha com uma equipe técnica formada por representantes de sindicatos, entidades patronais e a Casa Civil para calibrar um plano emergencial de apoio às empresas afetadas: propostas serão encaminhadas ao presidente Lula prontas para serem anunciadas na próxima semana.
- O objetivo é garantir socorro financeiro sem romper o teto fiscal, conforme confirmado pelo ministro — o plano evitará recursos fora do quadro orçamentário vigente.
Segundo a Reuters, o Brasil prepara medidas de auxílio a empresas exportadoras impactadas — como a Embraer — por meio de linhas de crédito, mas sem conceder isenções fiscais diretas. Haddad mencionou também que pode haver efeitos positivos na inflação de alimentos, dado que a oferta interna tende a se intensificar com restrições externas
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