O Itamaraty, por meio do secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros, embaixador Philip Fox?Drummond Gough, levou hoje (23 de julho de 2025) sua queixa ao Conselho Geral da OMC. O diplomata criticou as medidas tarifárias dos EUA, definindo-as como “arbitrárias, anunciadas e implementadas em forma de caos”, e alertou para o risco de desestruturação das cadeias globais de valor e elevação de preços.

Além disso, foi frisada a violação dos princípios do sistema multilateral de comércio: o Brasil defendeu que as tarifas são uma afronta ao funcionamento da OMC, ressaltando o papel do Estado de Direito no Brasil e a independência de seus poderes, em resposta à pressão dos EUA para que o STF interfira nos processos contra Bolsonaro.
O Brasil submeteu ao Conselho um único tópico de discussão: “Respeitar as regras do sistema multilateral de comércio”, enquanto a China cobrou pauta sobre “turbulência comercial intensificada e respostas da OMC”. Até o momento, não há previsão de reação formal da OMC à controvérsia com os EUA — deu-se apenas início ao debate, e o Órgão de Resolução de Disputas analisará o caso em reunião marcada para sexta-feira (25 de julho).
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