Na coluna “A vergonhosa nota de Fachin”, publicada em 25 de janeiro de 2026, a jornalista Lygia Maria avalia de forma crítica a nota pública divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, em meio ao crescente escrutínio público sobre o caso do Banco Master. A autora aponta que a manifestação atribuída ao ministro foi uma resposta institucional que se afastou de um debate transparente e acabou se transformando em blindagem corporativista da Corte, polarizando ainda mais o debate político e institucional no Brasil.

1. Conteúdo da nota de Fachin e sua recepção
A coluna traz trechos da nota assinada por Fachin em que ele afirma que “quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade… está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito”. Lygia Maria classifica tal posicionamento como falacioso e inadequado, pois teria transformado críticas jornalísticas sobre o caso em supostos ataques à própria Corte e à democracia. Para a colunista, essa leitura institucional acaba servindo mais à proteção da imagem da Corte do que ao esclarecimento dos fatos investigados.
2. O caso Banco Master e a função da imprensa
No texto, a autora destaca que a imprensa, ao publicar reportagens sobre **anomalias no caso do Banco Master — incluindo relação de fundos, contratos e possíveis conflitos de interesse envolvendo membros do STF — está apenas cumprindo o papel de fiscalização do poder público. Segundo ela, esses relatos não equivalem, por si só, a ataques à Corte, mas sim à obrigação jornalística de levar informações relevantes à sociedade.
3. Blindagem institucional e crítica à postura do STF
Lygia Maria critica a postura defensiva da Corte por meio de sua nota oficial, observando que o discurso contrasta com a necessidade de transparência e de respostas mais substanciais às dúvidas suscitadas pela sociedade. Pesquisa de opinião pública recente mostra que percepções de blindagem institucional e corporativismo em tribunais superiores têm aumentado a desconfiança entre segmentos sociais e políticos, alimentando debates sobre prestação de contas e independência das instituições judiciais.
4. Limites da crítica institucional e função democrática
A colunista vai além da crítica pontual à nota de Fachin e argumenta que, em uma democracia republicana, nenhuma instituição deve se colocar acima do debate público, principalmente quando há questionamentos legítimos sobre processos, condutas ou conflitos de interesse. O texto defende que a reação institucional à cobertura jornalística teria desviado o foco do mérito das questões levantadas, favorecendo um embate retórico em vez de um diálogo público substancial.
A coluna “A vergonhosa nota de Fachin” levanta questionamentos sobre a forma como o STF respondeu às críticas mediáticas e públicas relacionadas ao caso Banco Master, sugerindo que a nota oficial assinada pelo ministro Edson Fachin teria optado por uma defesa institucional que pode funcionar como blindagem corporativista, em vez de promover esclarecimentos substanciais sobre as questões levantadas. A autora reafirma a importância da imprensa e do debate público como instrumentos essenciais de fiscalização em um regime democrático.
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