A Polícia Federal (PF) deu início nesta segunda-feira (26 de janeiro de 2026) à coleta de depoimentos no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga prováveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). As oitivas ocorrem em Brasília, no Supremo Tribunal Federal (STF), e têm como objetivo esclarecer denúncias de fraude financeira e manipulação de ativos envolvidos na transação.

1. O que está sendo investigado
A Operação Compliance Zero mira possíveis irregularidades em uma transação que envolveu a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, envolvendo aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito supostamente falsas ou sem lastro. As suspeitas incluem emissão de créditos fictícios ou inflados, que teriam sido usados para mostrar uma solidez financeira que não existia, com o objetivo de viabilizar o negócio.
2. Depoimentos nesta etapa da investigação
Nesta fase, a PF está ouvindo oito investigados, incluindo diretores e ex-executivos tanto do Banco Master quanto do BRB, além de empresários ligados às instituições envolvidas. Os depoimentos ocorrem das 8h às 16h, por videoconferência ou presencialmente na sede do STF, e seguirão até terça-feira, 27 de janeiro.
3. Quem são alguns dos investigados chamados a depor
Entre as pessoas convocadas para depor estão figuras como Dário Oswaldo Garcia Junior (diretor de Finanças e Controladoria do BRB), André Felipe de Oliveira Seixas Maia (empresário), Henrique Souza e Silva Peretto (empresário), e Alberto Felix de Oliveira (superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master), além de outros executivos e gestores envolvidos na transação em investigação.
4. Contexto do caso e fases anteriores da investigação
A investigação da PF começou após indícios de fraudes relacionados à suposta venda de ativos sem lastro. Na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, chegou a ser preso preventivamente, e o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira. O caso foi deslocado para o STF em razão de prerrogativas de foro de alguns investigados.
A fase atual da Operação Compliance Zero, com a oitiva de executivos e dirigentes de instituições financeiras no STF, representa um momento crítico para esclarecer possíveis irregularidades e fraudes em uma das operações bancárias mais polêmicas recentes no Brasil. A investigação pode ter repercussões significativas para o setor financeiro, para a governança do BRB e para a responsabilidade civil e penal dos envolvidos — além de reforçar o papel dos mecanismos de compliance e fiscalização no sistema financeiro nacional.
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