O projeto aprovado na Alesc segue uma linha similar a tentativas anteriores, como a do deputado Rodrigo Amorim na Alerj (2019), que foi rejeitada. Analistas veem a movimentação como parte de uma agenda política que ignora evidências. Thales Vieira argumenta: “Não há fundamentação jurídica ou avaliativa que sustente o fim das cotas, sobretudo no estado mais branco do país”.

O debate sobre cotas raciais, mais do que ideológico, é sustentado por dados concretos de inclusão e por um sólido marco jurídico que passou pelo crivo do STF. Enquanto iniciativas isoladas buscam restringir o mecanismo, especialistas destacam que a política cumpriu e segue cumprindo seu papel de reduzir desigualdades históricas.
A manutenção e o aprimoramento das ações afirmativas, portanto, não são apenas uma questão de justiça social, mas um passo necessário para que a promessa constitucional de igualdade se torne realidade. Como resume Vieira: “As cotas raciais produzem efetivamente uma redução da desigualdade”. O desafio agora é garantir que os avanços não sejam desfeitos por ventos políticos contrários.
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