Os aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Guarulhos, na região metropolitana, operam normalmente neste sábado (13), após uma semana de transtornos causados por uma pane no sistema de roteamento de voos da Infraero. A normalização foi possível após a Aeronáutica e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizarem uma intervenção emergencial que restabeleceu o controle de tráfego aéreo.

A Crise que Paralisou os Aeroportos
A pane ocorreu na segunda-feira (9), quando um problema técnico no sistema da Infraero — responsável pelo gerenciamento de dados de voos — impediu a decolagem e o pouso de aeronaves em Congonhas e Guarulhos. O episódio causou:
- Cancelamento de 127 voos apenas no primeiro dia
- Atrasos acumulados de até 12 horas
- Fila de espera com mais de 5 mil passageiros
A Anac determinou que as companhias aéreas reembolsassem passageiros ou oferecessem remarcação gratuita, mas muitas pessoas relataram dificuldades para obter compensação.
Ação Emergencial e Normalização
Após três dias de caos, a Aeronáutica e a Anac assumiram temporariamente o controle operacional dos aeroportos, utilizando sistemas alternativos de roteamento. As medidas incluíram:
- Priorização de voos internacionais em Guarulhos
- Redistribuição de partidas para o Aeroporto de Viracopos (Campinas)
- Monitoramento 24 horas por técnicos da Infraero
Neste sábado, tanto Congonhas quanto Guarulhos registram:
- 100% das operações reestabelecidas
- Tempo médio de espera reduzido para 40 minutos
- Nenhum cancelamento desde a madrugada
Impacto Econômico e Repercussões
A crise gerou prejuízos estimados em R$ 80 milhões para companhias aéreas, hotéis e comércio local. Passageiros relataram:
- Perda de conexões internacionais
- Gastos extras com hospedagem e alimentação
- Frustração com a falta de comunicação das empresas
A Infraero anunciou que investirá R$ 220 milhões na modernização do sistema de roteamento até 2026, mas especialistas criticam a demora: “Isso era previsível. O sistema é obsoleto há anos”, disse um ex-diretor da Anac.
A normalização das operações em Congonhas e Guarulhos encerra uma semana crítica para a aviação paulista, mas expõe fragilidades históricas na infraestrutura aérea brasileira. Enquanto passageiros recuperam rotinas e empresas calculam prejuízos, a pressão por investimentos em tecnologia e gestão cresce.
Como destacou um comandante de voo: “O céu está livre, mas a confiança ainda está abalada”. A eficácia das promessas de modernização será testada na próxima temporada de alta demanda — e o Brasil torce para que o caos de dezembro de 2025 não se repita.
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