
Revelação central
Relatório do Coaf, sob investigação da Polícia Federal (PF), indica que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria usado a conta bancária da esposa, Heloísa Bolsonaro, como “conta de passagem” para ocultar valores enviados por Jair Bolsonaro. A prática teria como objetivo evitar acionamento de mecanismos de controle financeiro.
Valores e movimentação suspeita
- O ex-presidente fez sete transferências no dia 13 de maio de 2025: seis de R$ 111 mil e uma de R$ 2 milhões.
- Eduardo realizou uma operação de câmbio no valor total de R$ 1.661.835,76, cerca de um mês após os repasses.
- Posteriormente, repassou R$ 200 mil, de forma fracionada — R$ 50 mil e R$ 150 mil — para a conta da esposa.
Consolidação dos fatos
| Elemento | Detalhes |
|---|---|
| Objetivo apontado | Camuflar os recursos transferidos por Jair Bolsonaro |
| Valor total em destaque | R$ 2 milhões via transferência e R$ 1,66 milhões via câmbio |
| Tática utilizada | Transferência para conta de Heloísa Bolsonaro, em pagamentos fracionados |
| Instrumento de investigação | Relatório do Coaf requisitado pela Polícia Federal |
Contexto e investigação
A PF vê indício claro de que as operações financeiras foram planejadas para escapar de fiscalização. A movimentação fracionada e o uso de terceiros — no caso, a esposa — são interpretados como estratégia para driblar controles e dificultar rastreamento.
O caso integra uma investigação mais ampla sobre práticas financeiras suspeitas entre membros da família Bolsonaro, cuja complexidade cresce à medida que novas informações são apuradas pela PF e demais órgãos de fiscalização financeira.
MINHA CAPITAL Notícias, dicas e muito mais – Brasília!