Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos e a imposição de um bloqueio naval ao petróleo venezuelano, dezenas de navios petroleiros sancionados pelos EUA deixaram em caráter secreto as águas da Venezuela. O movimento ocorre em meio a um cenário de tensão geopolítica, pressão econômica e disputa pelo controle das exportações de petróleo, principal produto de receita do país sul-americano.

⚓ 1. Saída de petroleiros apesar do bloqueio naval
De acordo com relatórios do jornal The New York Times e de serviços de monitoramento marítimo como o TankerTrackers.com, cerca de 16 navios petroleiros venezuelanos conseguiram sair da zona de bloqueio naval imposto pelos EUA, muitos operando em “modo escuro” — ou seja, com sistemas de rastreamento desligados para evitar detecção. Essa prática é uma tentativa de contornar o cerco naval e escoar petróleo mesmo diante das restrições.
🌊 2. “Modo escuro” e rota norte-marítima
Várias das embarcações identificadas deixaram as águas venezuelanas navegando sem transmitir sinais via satélite — tática conhecida como “modo escuro”. Essa estratégia é usada para evitar o bloqueio militar e sanções, mas levanta questões sobre a legalidade e segurança de operações nesse contexto. Imagens de satélite mostraram os navios próximos à costa e rumando para rotas alternativas, próximo à ilha de Margarita e além.
🛢️ 3. Bloqueio dos EUA ainda em vigor
Mesmo após a captura de Maduro, o bloqueio naval e o embargo sobre a exportação de petróleo venezuelano continuam em vigor, segundo autoridades dos EUA. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que a “quarentena do petróleo” permanece parte da estratégia de pressão política e econômica sobre a Venezuela, com o objetivo de limitar receitas que possam financiar o antigo governo e consolidar a transição liderada por autoridades apoiadas pelos EUA.
📉 4. Impactos na economia e na indústria petrolífera
A saída dos petroleiros em “modo escuro” ocorre em um momento em que a produção de petróleo venezuelano enfrenta cortes significativos devido ao embargo e ao bloqueio naval, com uso de navios-tanque como armazenamento flutuante. A Venezuela, que depende fortemente da renda do petróleo para sua economia, enfrenta agora pressões adicionais sobre sua capacidade de exportar e gerar receitas, complicando a estabilidade financeira do país.
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O movimento de petroleiros deixando a Venezuela em circunstâncias incomuns — operando sem rastreamento para superar um bloqueio naval imposto pelos EUA — reflete a complexidade e a escalada geopolítica na crise venezuelana. Embora o embargo ao petróleo e o bloqueio continuem ativos, a saída coordenada de navios mostra as tentativas de manter ao menos parcialmente o fluxo de exportações em um cenário altamente instável.
👉 Esse episódio destaca como a guerra econômica, naval e política se intensifica em torno dos recursos energéticos enquanto a situação política no país se reconfigura após a captura de Maduro.
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