Durante o ato de encerramento da marcha conhecida como “Caminhada pela Liberdade” em Brasília, apoiadores do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foram atingidos por uma descarga elétrica enquanto aguardavam o início do evento sob forte chuva. A situação deixou dezenas de pessoas feridas e desencadeou críticas de parlamentares de esquerda, que responsabilizaram o parlamentar pela condução e organização do ato. Ao todo, 72 participantes foram atendidos após a descarga elétrica, de acordo com dados de socorro no local.

1. O incidente e contexto do ato
O episódio ocorreu em 25 de janeiro de 2026, durante o ato de encerramento de uma caminhada política que começou em Paracatu (MG) e terminou em Brasília, com cerca de 240 km percorridos por apoiadores do movimento. No momento em que uma forte chuva atingiu a capital federal, uma descarga elétrica caiu próximo à Praça do Cruzeiro, atingindo manifestantes que aguardavam o início do evento. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atendimento dos feridos.
2. Críticas da esquerda — “irresponsabilidade” na organização
Parlamentares de partidos de esquerda, como Erika Hilton (PSOL-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), publicaram mensagens em redes sociais criticando a condução do ato por Nikolas. Segundo Erika Hilton, o deputado teria optado por manter o evento mesmo diante de condições climáticas adversas, “colocando pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”, e classificou a ação como completamente irresponsável.
3. Versão de Nikolas Ferreira — “incidente natural”
Em resposta às críticas, o próprio deputado Nikolas Ferreira negou que a ocorrência tenha sido resultado de qualquer tipo de “irresponsabilidade ou falta de organização”. Em entrevista, ele afirmou que se tratou de um incidente natural que foge ao controle humano e descreveu a visita aos feridos no Hospital de Base de Brasília, onde prestou solidariedade às vítimas e afirmou que muitos já estavam recebendo alta ou cuidados médicos adequados.
4. Solidariedade e reações de outros políticos
Além das críticas da oposição, políticos de diferentes espectros manifestaram solidariedade às vítimas dos ferimentos causados pela descarga elétrica. Parlamentares governistas também utilizaram as redes sociais para expressar apoio aos manifestantes feridos e agradecer pelo comprometimento dos que participaram da caminhada, embora sem responsabilizar diretamente a organização do evento por negligência.
O caso do raio que atingiu apoiadores durante o ato de Nikolas Ferreira em Brasília gerou um debate político intenso entre opositores e apoiadores do parlamentar. Enquanto líderes da esquerda responsabilizam o deputado pela condução do evento mesmo sob condições climáticas adversas, Nikolas sustenta que o ocorrido foi um incidente natural imprevisível e não fruto de falha na organização. A discussão reflete a polarização em torno de grandes mobilizações políticas no Brasil e levanta questionamentos sobre segurança em eventos públicos e responsabilidade dos organizadores em situações de risco.
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