⚖️ Justiça determina que Enel religue energia imediatamente após apagão em São Paulo

Após vários dias de transtornos causados por um apagão que afetou dezenas de milhares de pessoas na Grande São Paulo, a Justiça do Estado de São Paulo determinou, na noite de 12 de dezembro de 2025, que a concessionária Enel restabeleça imediatamente o fornecimento de energia elétrica para consumidores que ainda permanecem sem luz, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento. A decisão judicial atende a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Defensoria Pública do Estado, diante da extensão dos danos causados pelo apagão.


1. Determinação judicial imediata e penalidades

O despacho da Justiça estabelece que a Enel deve religar a energia imediatamente para os consumidores afetados pelo apagão. A multa estipulada em caso de descumprimento é de R$ 200 mil por hora, um valor significativo que reforça o caráter urgente da medida e a responsabilidade da concessionária em garantir um serviço essencial à população.


🏥 2. Prioridade para serviços essenciais e vulneráveis

A decisão estabelece prazos diferenciados para o restabelecimento, abaixo dos quais a energia deve voltar em até quatro horas após notificação da empresa em unidades consideradas essenciais, incluindo:

  • Hospitais e serviços de saúde
  • Consumidores eletrodependentes cadastrados
  • Delegacias, presídios e repartições públicas
  • Creches, escolas e locais com atividades programadas (como vestibulares)
  • Sistemas de abastecimento de água e saneamento, como unidades da Sabesp
  • Espaços que atendem pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência
    Esse dispositivo visa minimizar riscos à vida, segurança e infraestrutura crítica enquanto a crise persiste.

🕐 3. Prazos definidos e impacto na população

Para os demais consumidores que não se enquadram nas categorias prioritárias, a Justiça estabeleceu um prazo máximo de 12 horas para que a energia seja restabelecida a partir da notificação da Enel — oferecendo um horizonte claro para a retomada do serviço após a crise climática que provocou o apagão.
Até a manhã de 13 de dezembro de 2025, cerca de 500 mil imóveis ainda permaneciam sem eletricidade em razão do vendaval que atingiu a região desde o dia 10, incluindo aproximadamente 363 mil residências dentro da capital paulista.


📞 4. Comunicação e atendimento ao consumidor também foram exigidos

Além da determinação de religação, a Justiça cobrou que a Enel assegure canais de atendimento plenamente funcionais, sem barreiras tecnológicas que impeçam o registro de reclamações, e que forneça protocolos e comprovantes digitais dos pedidos de restabelecimento de energia — uma resposta às falhas de comunicação e à falta de informações claras sobre prazos que marcaram a crise.
O Judiciário sinalizou ainda que o descumprimento pode levar não apenas a multas, mas também à execução imediata de sanções mais severas, incluindo bloqueio de valores e apuração de responsabilidades civil e criminal.


🧠 A decisão judicial que exige o restabelecimento imediato da energia pela Enel em São Paulo demonstra a pressão institucional sobre a concessionária diante de um apagão prolongado que afetou centenas de milhares de moradores. Com prazos rigorosos, penalidades expressivas e foco em serviços essenciais, a medida busca garantir o direito fundamental ao fornecimento de energia elétrica, reduzir os impactos sociais e proteger os mais vulneráveis enquanto a crise climática e infraestrutura energética são tratadas.
👉 Acompanhe as atualizações sobre o cumprimento da decisão e orientações das autoridades de defesa do consumidor.

About Danillo Luiz

Fotógrafo, Cineasta e Repórter.

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