Morre a jornalista e pioneira de Brasília Shana Ferreira, aos 89 anos

Nascida em Minas Gerais, Shana chegou à capital no final da década de 1950, e foi uma das organizadoras da festa de inauguração de Brasília.

A jornalista Shana Ferreira morreu, aos 89 anos, na madrugada desta segunda-feira (5/6), em consequência de uma fratura de fêmur, embolia e septicemia. Pioneira de Brasília, ela estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Paranoá.

O corpo de Shana será velado nesta terça-feira (6/6), a partir das 13h, na capela 1 do Cemitério Campo da Esperança, situado na Asa Sul. Em seguida, ocorrerá o sepultamento, marcado para às 15h30, na ala dos pioneiros.

Nascida em Campo Florido, cidade de Minas Gerais, ela chegou à capital do país no final da década de 1950. Participou da equipe do presidente Juscelino Kubitscheck responsável por organizar a festa comemorativa da inauguração de Brasília.

Formada em jornalismo no Ceub, Shana costumava contar, orgulhosa, que foi a primeira mulher a trabalhar na cobertura política na redação da sucursal do Estado de S. Paulo em Brasília.

Em plena ditadura militar recebeu políticos de oposição em sua casa, uma das 13 primeiras residências construídas no Lago Norte, onde vivia.

Shana exerceu vários cargos nas redações dos jornais de Brasília e nas sucursais dos jornais nacionais. Participou desde o início da fundação do Jornal de Brasília, onde exercia a função de secretaria-executiva da redação. Participou ainda da criação do jornal José, e do Jornal da Semana Inteira, umas das primeiras experiências de jornalismo independente na capital da República.

A jornalista trabalhou em praticamente todos os governos do Distrito Federal e, em especial na gestão de Joaquim Roriz, onde exerceu praticamente todos os cargos na Secretaria de Comunicação, bem como no governo de José Roberto Arruda.

Escrevia os discursos das inaugurações das obras do governador Roriz, de quem era amiga e gozava de sua confiança, inclusive indicando o diretor do Teatro Nacional.

“Shana é uma pessoa que deixará saudades e exemplo. Na chefia de gabinete da Secom (Secretaria de Comunicação) no governo Roriz, me ajudou muito. Era uma pessoa doce, apesar de sua postura firme na resolução dos problemas. Falava com franqueza. Devo muito a ela”, disse Paulo Fona, ex-secretário de Comunicação dos governos Roriz e Rollemberg.”

Fonte: Metrópoles

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