Lagoas de captação vão dar vazão às águas de chuvas em Vicente Pires

São mais de 20 espalhadas pela região administrativa. Intervenções inéditas vão melhorar qualidade de vida de moradores

Construída sobre um terreno de colônia agrícola, arenoso, sem sistema de drenagem pluvial e em meio a diversas minas d’água. Assim nasceu e cresceu Vicente Pires, região administrativa de Brasília que no governo Ibaneis Rocha amadurece em meio a obras inéditas de infraestrutura. Para conter as águas das chuvas que caem sem escoamento sobre a cidade e chegam com força aos córregos da região, então sendo construídas diversas lagoas de contenção. Ao todo, serão 22.

A maior delas fica na Rua 4. Com 11,5 mil metros quadrados de extensão, profundidade de 3,5 metros e capacidade de armazenamento de até 33 milhões de metros cúbicos, a obra segue em ritmo acelerado neste período de estiagem e tem expectativa de conclusão até 31 de julho. “Estamos executando um projeto para dar mais escoamento à água das chuvas que antes não tinham acolhimento nem direcionamento. Isso dará muito mais segurança aos moradores”, explica Haroldo Alexandre Miziara, engenheiro responsável pela construção.

A bacia vai captar dois terços das águas das chuvas que descem pela Rua 4 e por metade da Rua 6. Ao todo, são mais de 2,4 quilômetros de galerias subterrâneas pelas quais a água captada pelas bocas de lobo escoará até chegar à bacia. Dali, toda a água captada das ruas deságua nos córregos.

Dissipadores
Como o terreno de Vicente Pintes tem um declive de 120 metros desde Taguatinga até a região do Jóquei, a força da água em dias de chuva é muito forte. Para reduzir essa velocidade, e impedir o assoreamento dos córregos para onde a água da chuva é direcionada, foram construídos dissipadores, espécies de grandes placas de pedras em caixas de tela de arame por onde a água entra e mantém o fluxo de escoamento. Se chega com força e cai direto na natureza, causam erosão e consequente assoreamento.

Só na construção da lagoa de contenção da Rua 4 estão envolvidos 60 operários. O custo previsto para essa parte da obra é de cerca de R$ 6 milhões. É uma das mais trabalhosas a serem construídas por estar em um terreno em uma área de tufa – um tipo de solo encontrado geralmente em áreas pantanosas, com terra mais escura e pastosa. Com o excesso de água no solo, uma espécie de microgrelha junto a uma tela geotêxtil precisa ser instalada para que as pedras do gabião possam ser montadas. O gabião é um muro de arrimo, feito de pedras soltas envoltas a uma tela de arame. Todo o trabalho de montagem é manual.

FONTE: Agência Brasília

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