Catar bane venda de álcool nos estádios na Copa do Mundo; saiba onde torcedores podem beber

Medida foi anunciada dois dias antes do início do mundial no país do Golfo Pérsico, onde ingerir bebidas alcoólicas em locais públicos é proibido. Venda e consumo ficam limitados a restaurantes autorizados, hotéis, FAN Fests e camarotes.

A dois dias do início da Copa do Mundo do Catar, a Fifa anunciou nesta sexta-feira (18) que os organizadores decidiram proibir totalmente a venda de bebidas alcoólicas aos torcedores nos estádios do país muçulmano conservador, onde beber álcool é proibido em espaços públicos.

“Depois de debates entre o país sede e a Fifa, foi feita a decisão de focar a venda de bebidas alcóolicas no Fan Festival, removendo os pontos de venda de cerveja de todo o perímetro dos estádios da Copa”, diz o comunicado.

Dessa forma, as novas normas são as seguintes, segundo a Fifa:

  • A venda e o consumo de bebidas alcóolicas estão totalmente proibidos em todo o perímetro do estádio e dentro dele, em qualquer momento;
  • Não é permitida a comercialização de álcool nas ruas ou em locais não autorizados, nem o consumo;
  • Torcedores também estão proibidos de levar bebidas alcóolicas ao estádio ou ingeri-las em qualquer local não autorizado;
  • Apenas restaurantes e bares licenciados, além dos hotéis e o Fan Festival, venderão produtos alcóolicos, que só podem ser consumidos nestes lugares;
  • No Fan Festival, que são espaços de confraternização montados pela Fifa nas cidades sede, a venda de álcool ocorrerá a partir das 18h30 no horário local;
  • Os camarotes e áreas VIP selecionadas dos estádios ainda poderão servir cervejas, vinhos e destilados;
  • Quem for ao Catar também não poderá levar bebidas alcóolicas na mala nem as comprar nas lojas de aeroportos.
Comunicado da Fifa proibindo o consumo de álcool dentro dos estádios da Copa do Mundo do Catar. — Foto: Reprodução
Comunicado da Fifa proibindo o consumo de álcool dentro dos estádios da Copa do Mundo do Catar. — Foto: Reprodução

Cerveja cara

A Copa do Mundo de 2022, que começa no domingo (20), será a primeira em um país muçulmano com rígidos controles de álcool. Consumir bebidas alcóolicas em locais públicos é ilegal no Catar.

Apenas bares de alguns hotéis vendem bebidas alcoólicas. Nesses locais, a cerveja custa cerca de US$ 15 (cerca de R$ 81) por meio litro.

Nos Fan Fests, um copo de meio litro de cerveja custará cerca de US$ 14 (R$ 76).

A Budweiser, patrocinadora da Copa do Mundo com direitos exclusivos para vender cerveja durante a competição, ainda comercializará a bebida nos Fan Fests, porém apenas a partir das 18h30.

Os visitantes só poderão comprar cerveja nos "FIFA Fan Festival", área designadas para isso — Foto: Muath Freij/REUTERS
Os visitantes só poderão comprar cerveja nos “FIFA Fan Festival”, área designadas para isso — Foto: Muath Freij/REUTERS

Desde que o Catar foi escolhido para sediar a Copa do Mundo, ainda em 2010, havia intensos debates sobre o que o país, que tem uma série de restrições aos próprios cidadãos, deixaria os torcedores fazer. Ao longo dos anos, membros do governo catari garantiram que o consumo de álcool seria liberado.

Uma fonte da organização ouvida pela agência de notícias “Reuters” disse que o argumento das autoridades para a proibição em cima da hora foi que, “para muitos torcedores, a presença do álcool não criaria uma experiência agradável”.

“Um número maior de fãs está participando de todo o Oriente Médio e Sul da Ásia, onde o álcool não desempenha um papel tão importante na cultura”, alegou o membro da organização à Reuters, que falou sob condição de anonimato.

A reversão dessa política ocorre após longas negociações entre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a Budweiser e executivos do Comitê Supremo de Entrega e Legado do Catar.

Até agora, a venda de bebidas alcóolicas era permitida no perímetro ao redor do estádio e dentro dele, até três horas antes do início do jogo e uma hora depois do término. Essa concessão, no entanto, deixou de valer com a nova norma.

A Budweiser ainda não havia se posicionado sobre a nova norma até a última atualização desta reportagem.

Fonte: G1

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