Bolsonaristas radicais quebraram obras e urinaram dentro de museus em Brasília, diz inquérito da Polícia Civil

TV Globo teve acesso à detalhes da investigação que mostram como criminosos invadiram Espaço Lúcio Costa e Museu da Cidade. Justiça do DF encaminhou processo ao STF, que vai decidir sobre futuro da apuração.

Um inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal mostra que os atos de terrorismo no dia 8 de janeiro resultou em danos ao Espaço Lúcio Costa e ao Museu da Cidade, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Nos monumentos, os criminosos quebraram peças históricas, furtaram itens e chegaram a urinar no chão. Funcionários também foram ameaçados.

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil e, nesta segunda-feira (27), a 1ª Vara Criminal de Brasília encaminhou o inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, a Corte vai decidir de que forma a apuração deve seguir.

De acordo com depoimento de testemunhas, os espaços estavam fechados no dia dos crimes, no entanto, foram arrombados pelos vândalos.

Em depoimento, um vigilante contou aos investigadores que estava de serviço no Espaço Lúcio Costa no dia 8 de janeiro. De acordo com ele, após as invasões às sedes dos três poderes da República, ele viu que uma pessoa desceu as escadas que dão acesso ao monumento coberto por uma bandeira do Brasil e com uma barra de ferro nas mãos.

Segundo o funcionário, o homem quebrou a porta de vidro que dá acesso ao espaço e, em seguida, mais pessoas desceram as escadas. O segurança disse que, após entrar no espaço, eles começaram a urinar na porta quebrada.

O homem disse que tentou intervir e disse que os criminosos poderiam usar o banheiro. No entanto, os vândalos ameaçaram cortar o segurança com estilhaços de vidro e o obrigaram a tirar o uniforme e usar uma camiseta verde.

Do local, segundo o inquérito, foram furtados alguns objetos, como extintores de incêndio, um livro de registro dos vigilantes e documentos sobre as visitações ao espaço. Apesar dos danos ao patrimônio público, as obras, como a maquete comemorativa de Brasília, de 1988, foi preservada e apenas estilhaços de vidros caíram sobre o item.

Invasão ao Museu da Cidade

Policiais apreenderam papel higiênico encontrado nos museus invadidos no Museu da Cidade, em Brasília — Foto: PCDF/Reprodução
Policiais apreenderam papel higiênico encontrado nos museus invadidos no Museu da Cidade, em Brasília — Foto: PCDF/Reprodução

No Museu da Cidade, no entanto, obras históricas foram danificadas. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, objetos do acervo do espaço, como pedestais que traziam a história de Juscelino Kubitschek foram depredados.

Um segurança que estava de serviço no dia dos atos terroristas contou aos policiais que o espaço foi invadido quando os vândalos entraram em confronto com a polícia. De acordo com o relato do funcionário, um homem que usava camiseta amarela usou um “pé de cabra” para quebrar a porta de entrada.

Roupa íntima apreendida pela Polícia Civil após invasão ao Museu da Cidade, em Brasília — Foto: PCDF/Reprodução
Roupa íntima apreendida pela Polícia Civil após invasão ao Museu da Cidade, em Brasília — Foto: PCDF/Reprodução

Em seguida, ele entrou no lugar e chamou os outros criminosos para fugir da polícia. O segurança disse que, após a invasão, ele foi feito refém pelos vândalos.

O homem disse que ainda foi usado de “escudo” pelos criminosos no momento em que a polícia entrou no museu. Ele disse que, no meio da confusão, conseguiu correr e fugir.

Investigação

O inquérito da Polícia Civil traz detalhes da investigação, como análise de material genético e de impressões digitais encontradas nos locais do crime. Pelo menos sete pessoas foram identificadas pelos peritos, porém não constam informações se os suspeitos estão presos.

Além disso, os investigadores apreenderam uma série de itens no local, como roupas, garrafas plásticas, rolos de papel higiênico, barras de metal e amostrar de urina. Todo material foi usado na análise dos peritos.

Fonte: G1 DF

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