A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) a Operação Barco de Papel, uma nova fase das investigações sobre o Banco Master. A ação tem como alvo o presidente e diretores do Rioprevidência, o fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro, suspeitos de aplicar cerca de R$ 1 bilhão dos recursos do órgão em produtos do conglomerado de Daniel Vorcaro, expondo o patrimônio a risco incompatível com sua finalidade pública.

A seguir, os principais pontos da operação e o contexto do caso:
| Aspecto | Detalhes da Operação Barco de Papel |
|---|---|
| O que é | Nova fase da investigação da PF sobre o Banco Master. |
| Alvos | Presidente e diretores do Rioprevidência. |
| Ação Policial | Cumprimento de 4 mandados de busca e apreensão no Rio. |
| Valor Investigado | Cerca de R$ 970 milhões aplicados em Letras Financeiras do Master. |
| Risco Alegado | Expor patrimônio público a alto risco, como um “barco de papel”. |
| Contexto | Investimento total do fundo no grupo Master chegou a R$ 2,6 bi (25% da carteira). |
🔎 Os Investimentos em “Barco de Papel” e a Reação do Controle
A PF utiliza a metáfora “barco de papel” para descrever os investimentos feitos: atrativos à primeira vista, mas com lastro frágil e alto risco de desvalorização, especialmente para uma autarquia que paga aposentadorias a 235 mil pessoas.
Esses investimentos vinham sendo duramente criticados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Desde maio de 2025, o TCE alertava para “graves irregularidades” e, em outubro, emitiu uma tutela provisória que proibiu novos aportes no Master, determinando que o caso fosse anexado à investigação criminal.
🏛️ Quem são os Investigados e a Situação Atual
Os mandados foram cumpridos na casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes (que não foi encontrado, pois viajou aos EUA no dia 15), na residência de ex-diretores de investimentos e na sede da autarquia, no Centro do Rio.
Essa operação se conecta diretamente ao Caso Master, que investiga a tentativa de compra do cartão pelo BRB e no qual a própria PF já apontou “indícios veementes” de que Daniel Vorcaro liderava uma organização criminosa. A crise gerada pelas decisões do ministro Dias Toffoli neste inquérito foi o motivo da recente e polêmica nota do presidente do STF, Edson Fachin, que dividiu a Corte.
Se você quiser saber mais detalhes sobre como funcionavam esses investimentos específicos ou sobre as críticas técnicas do Tribunal de Contas, posso buscar mais informações para você.
MINHA CAPITAL Notícias, dicas e muito mais – Brasília!