A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (7 de janeiro de 2026), durante reunião com membros da Assembleia Nacional em Caracas, que o país está disposto a estabelecer parcerias energéticas com outras nações, destacando o enorme potencial petrolífero e de gás do país e sinalizando uma nova postura diplomática e econômica no contexto internacional.
1. Abertura a parcerias energéticas com cooperação mútua
Delcy Rodríguez declarou que a Venezuela possui algumas das maiores reservas de petróleo e gás do planeta e está pronta para firmar relações energéticas nas quais todas as partes envolvidas se beneficiem, com cooperação econômica claramente definida em contratos comerciais. Essa posição demonstra a intenção venezuelana de reconfigurar sua estratégia energética e atrair investimentos internacionais após um período de instabilidade.
2. Ênfase em conformidade com o direito internacional
Segundo a presidente interina, a Venezuela está preparada para estabelecer acordos respeitando o direito internacional, oferecendo seus recursos energéticos em um ambiente de negociações transparentes e baseadas em contratos comerciais — um ponto que busca tranquilizar parceiros externos e reforçar a legitimidade jurídica das parcerias que pretende firmar.
3. Potencial econômico e vocação exportadora
Rodríguez destacou que a vocação exportadora da indústria petrolífera venezuelana remonta à formação histórica do setor e que os recursos do país devem servir tanto ao desenvolvimento interno quanto ao de outros países, reforçando a ideia de que a Venezuela pretende utilizar sua riqueza energética como instrumento de cooperação econômica global.
4. Contexto político e econômico atual
A declaração ocorre poucos dias após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pelos Estados Unidos, e logo após Delcy Rodríguez ter assumido a presidência interina, o que adiciona profundidade ao momento diplomático e político vivido no país. A abertura a parcerias energéticas sinaliza uma tentativa de reposicionar a Venezuela no mercado global de energia em meio a negociações já em andamento com empresas internacionais, inclusive dos Estados Unidos.
Ao afirmar que a Venezuela está aberta a parcerias energéticas com outros países em termos que beneficiem todas as partes e sejam fundamentados no direito internacional, Delcy Rodríguez indicou uma abertura econômica estratégica em meio à transição política do país. Essa postura pode influenciar significativamente as relações comerciais e diplomáticas da Venezuela, especialmente em um momento em que a indústria de petróleo e gás representa um dos pilares de sua economia e de suas relações exteriores.
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