Um levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), revelou que o ato pró-Bolsonaro realizado na Avenida Paulista no último domingo (25/08) reuniu um público quase cinco vezes maior que a manifestação de partidos de esquerda no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista. Os números, obtidos através de metodologia de contagem por densidade populacional e imagens de satélite, reacendem o debate sobre a capacidade de mobilização das diferentes correntes políticas no atual cenário pré-eleitoral.

Dados da Pesquisa e Metodologia
- Ato na Paulista (direita): 78 mil pessoas
- Ato no Anhangabaú (esquerda): 16 mil pessoas
- Metodologia: Análise de imagens de satélite, fotos aéreas e cálculo de densidade populacional por metro quadrado, seguindo protocolos internacionais de contagem de multidões
- Margem de erro: ± 10% para eventos acima de 50 mil pessoas
Contexto dos Ato
- Direita (Paulista): Convocado por influenciadores e apoiadores de Bolsonaro, o ato teve como pauta principal o combate à “censura” do STF e manifestações contra o governo Lula. Cantos de “Fora Lula” e “Intervenção Militar” foram registrados durante o evento.
- Esquerda (Anhangabaú): Organizado por PT, PSOL e PCdoB, o protesto defendeu a manutenção de programas sociais e criticou as medidas do governo Trump contra o Brasil.
Análise Comparativa
- Perfil dos Participantes:
- Paulista: Maior presença de classes A/B (62%) e de fora da capital (38%)
- Anhangabaú: Predomínio de classes C/D (71%) e moradores da região metropolitana (82%)
- Engajamento Digital:
- Hashtags da direita atingiram 1,2 mi de menções em 24h
- Hashtags da esquerda: 340 mil menções no mesmo período
Significado Político
- Esvaziamento da Esquerda: Números representam a menor mobilização de partidos governistas desde 2022
- Revitalização da Direita: Primeiro grande ato bolsonarista com crescimento efetivo desde 2023
- Cenário 2026: Pesquisas mostram empate técnico entre Lula e Bolsonaro no primeiro turno
A disparidade numérica entre os atos revela um momento de revitalização da direita e de desafios para a esquerda no campo da mobilização de rua. Enquanto bolsonaristas conseguem capitalizar o descontentamento com a economia e o embate com o STF, os partidos governistas enfrentam dificuldades para traduzir em mobilização popular o apoio a Lula.
Os números não apenas refletem a polarização política, mas sinalizam um possível realinhamento de forças para 2026. Como alertou um analista político: “Nas ruas, a direita mostra que segue viva e organizada. À esquerda, cabe compreender por que seu discurso não ecoa com a mesma força”. O próximo teste de fogo será nas eleições municipais de outubro, onde ambos os lados buscarão transformar paixão em votos.
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